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Empresas apresentam trator flex diesel-etanol
 
Fonte: Roberto do Nascimento - DiárioNet/Terra Online
 
Na era dos veículos flex, que buscam economia e redução das emissões de gases de efeito estufa, a última palavra é um trator bicombustível, movido a diesel e etanol. O equipamento, destinado principalmente à indústria canavieira e usinas álcool, que já utilizam tratores a diesel, pode dar maior independência e flexibilidade em relação à escolha do combustível utilizado, além de uma considerável redução de custo. O desenvolvimento do projeto é da Delphi, Valtra e Agco, e foi apresentado no Congresso SAE 2009, que se realiza em São Paulo.
 
O motor Agco Sisu Power de seis cilindros com turbo e intercooler recebeu a instalação de um sistema eletrônico de gerenciamento do motor, que também controla o sistema mecânico de injeção diesel original. São dois sistemas de injeção completos com tanques distintos - um de diesel e outro de etanol. A assessoria da Delphi informa que, com base nos testes de laboratório em andamento, estima-se uma substituição média de 50% do diesel consumido por etanol, sem alteração das curvas originais e performance esperada para a aplicação agrícola. A Valtra deve realizar os testes de campo nos próximos meses.
 
Apesar de não haver testes de emissões para veículos agrícolas, espera-se que o novo trator apresente redução de emissões, principalmente de dióxido de carbono (CO2), já que o etanol é um combustível renovável que absorve o gás durante sua cadeia.

 

Etanol é usado em 65% da frota flexível
 
No carro bicombustível, o álcool é o combustível mais usado. Dois levantamentos realizados por instituições diferentes apontam na mesma direção: 65% dos cerca de 8 milhões de veículos já vendidos com a tecnologia usam, preferencialmente, o combustível renovável no Brasil.
 
Os estudos foram feitos pela Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo e pela Unica (União da Indústria da Cana-de-açúcar). Em ambos os relatórios foram avaliados dados como renovação, envelhecimento e o total da frota de veículos em circulação - estimada em 24 milhões de unidades em todo o País.
 
Além disso, foi apurada a oferta de combustíveis em todos os Estados. Fatores como a variação da safra também acabam impactando o setor, que forma seus preços a partir da produção e impostos.
 
"Apesar da disparidade dos impostos nos Estados, principalmente entre os que não produzem cana-de-açúcar, o etanol é o combustível mais usado atualmente no País", afirmou Francisco de Nigro, assessor técnico da Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo.
 
De acordo com Nigro, a preferência pelo álcool está ligada diretamente ao bolso do consumidor - o etanol só é vantajoso enquanto seu preço for equivalente a até 70% do valor da gasolina.
 
O poder de regular o mercado foi a grande vantagem da introdução da tecnologia flex a partir de 2003 no Brasil, com o lançamento do VW Gol Total Flex. Do ponto de vista ambiental, também há ganho, já que o etanol emite 89% menos CO na atmosfera.
 
"Com um motor que roda a álcool, gasolina ou os dois combustíveis em qualquer proporção, o consumidor passou a dar as cartas e regular o mercado", afirmou Nigro.
 
No Estado de São Paulo, onde o ICMS (Imposto sobre Circulaçao de Mercadorias e Serviços) é de 12%, cerca de 93% dos consumidores, de acordo com o levantamento, utilizam etanol o ano inteiro. No Rio Grande do Sul, onde a alíquota do ICMS é de 25%, é a gasolina que tem preferência de mais de 90% dos consumidores, já que o álcool não tem preço competitivo, também por fatores logísticos.
 
Projeções da Unica apontam para contínuo crescimento do etanol no País, já que a frota flex só vai aumentar. Atualmente, 11 montadoras oferecem 84 modelos flex no Brasil.
 
Neste ano, 88,3% dos cerca de 3 milhões de veículos comercializados - estimativa da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) - no País serão flexíveis. Ficam de fora deste montante caminhões, comerciais leves a diesel e carros importados.
 
Em 2015, projeção da Unica indica que 65% da frota circulante de 30 milhões de veículos será bicombustível. "É um mercado promissor", disse Luciano Rodrigues, assessor econômico da Unica.
 
Neste ano, a entidade prevê a venda de 27 bilhões de litros de etanol. Em 2020, estima a comercialização de 65,3 bilhões de litros. Anualmente, são vendidos no País 25 bilhões de litros de gasolina e 40 bilhões de litros de diesel.
 
Nos últimos cinco anos, o Brasil recebeu US$ 20 bilhões em investimento em pelo menos cem novas usinas. Deste total, 23 estão sendo inauguradas ao longo deste ano.
 
Fonte: Diário Grande do ABC
Produção de etanol será menor na quinzena devido à chuva e afetará projeção da safra
 
O excesso de chuva no mês de setembro tem prejudicado os produtores de cana-de-açúcar  na região Centro-Sul do País e afetado a projeção para a safra 2009/10.  Em setembro, período tradicionalmente  mais favorável à colheita, observa-se um índice pulviométrico muito acima da média histórica, o que tem desencadeado um tempo de moagem menor. Na safra atual já foram perdidos 11 dias efetivos de moagem adicionais ao verificado na safra 2008/2009. Até o final deste mês, estima-se uma perda de 45 dias de moagem, contra 34 no mesmo período ano passado. Esta perda, aliás, vem se acelerando desde junho.
 
O total de cana processada na primeira quinzena de setembro foi de 29,59 milhões de toneladas, inferior ao da mesma quinzena um ano atrás em 13,06%. A quantidade de produtos obtidos por tonelada de cana (Açúcar Total Recuperado, ou ATR) ficou em 139,48 quilos, 11,30% inferior ao índice para a primeira quinzena de setembro da safra passada, que foi de 157,25 quilos. Somando-se a redução no volume de cana moida com a queda na obtenção de produtos por tonelada de cana processada, a produção na quinzena ficou 22,88% abaixo da verificada na safra anterior.
 
A moagem acumulada do início da safra até 15 de setembro atingiu 347,62 milhões de toneladas, 9,72% acima do total para o mesmo período da safra passada. Contudo, a qualidade da matéria-prima manteve-se 4,66% menor que a da safra anterior, totalizando 131,66 kg de ATR/t cana desde o início de abril, contra 138,09 do ano passado. O aumento da moagem e a queda na quantidade de produtos por tonelada de cana fez com que a quantidade total ATR disponível para a produção de açúcar e etanol crescesse apenas 4,6% em relação ao mesmo período da safra anterior.
 
A produção de açúcar na primeira quinzena de setembro foi de 1,78 milhões de toneladas na Região Centro-Sul, inferior em 17,25% ao verificado na mesma quinzena da safra anterior. Mas a produção acumulada desde o início da safra atingiu 19,01 milhões de toneladas, 12,02% superior aos 16,97 milhões obtidos no mesmo período um ano atrás. No acumulado, 43,59% do total de cana processada foi destinada à produção de açúcar, ficando 56,41% para a produção de etanol, cuja produção na quinzena atingiu 1,32 bilhão de litros, queda de 26,84% comparado com a mesma quinzena da safra pasada. Desde o início da safra, a produção de etanol alcançou o volume de 15,1 bilhões de litros, praticamente igual à produção do mesmo período da safra anterior.
 
Das 23 novas unidades com início de moagem previsto para a atual safra, 17 já estarão em atividade até o final de setembro. As restantes tem previsão de início de operações até o encerramento da safra 2009/10.
A produtividade agrícola da cana colhida até o mês de setembro, de 91,4 toneladas por hectare, é superior em 1,7% à observada no mesmo período da safra anterior, devido às condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento da planta e a maior proporção de cana bisada (cana não colhida na safra anterior).
 
As saídas de etanol das usinas do Centro-Sul para o mercado interno totalizaram 1 bilhão de litros na primeira quinzena de setembro, sendo 242 milhões de etanol anidro e 773 milhões de etanol hidratado. No acumulado, as vendas de etanol para o mercado doméstico alcançaram 10,8 bilhões de litros até 15 de setembro, crescimento de 16,8% em relação ao mesmo período da safra anterior. Quando avaliada a movimentação física para cada tipo de etanol, verifica-se uma estabilidade na demanda de etanol anidro (-1,3%) e um crescimento (24,6%) para o etanol hidratado.
 
As exportações apresentaram, desde o início de abril, uma retração de 27,3% nesta safra em relação aos volumes de 2008/2009. A saída de etanol das usinas do Centro-Sul para o mercado externo totalizou 1,9 bilhão de litros, contra 2,7 bilhões do ano anterior. Essa queda foi alavancada, principalmente, pela retração das exportações de etanol anidro, que até o momento apresentam queda de 66,2%, em função da redução das importações diretas pelos Estados Unidos, que no ano anterior totalizaram quase 850 milhões de litros.
 
De acordo com dados da Secretaria do Comércio Exterior (SECEX), as exportações de açúcar pelos estados da Região Centro-Sul alcançaram 9,2 milhões de toneladas entre abril e o início de setembro, apresentando um crescimento de 33,2% em relação ao mesmo período da safra anterior. Parte do volume de exportação refere-se aos estoques de passagem da safra 2008/09. Em termos de valor, esse crescimento foi de 53,9%, refletindo o aumento dos preços internacionais do produto. Com isso, apenas a exportação de açúcar contribuiu com US$ 1,0 bilhão adicional ao valor observado no mesmo período da safra anterior, que foi de US$ 2,92 bilhões.
 
Portanto, o que se verifica até o momento é uma produção aquém do esperado, devido à  baixa obtenção de produtos por tonelada de cana esmagada em função da alta incidência de chuvas, maior venda de produtos nessa safra para atendimento do mercado da Região Nordeste, atraso no inicio de operação das novas unidades produtoras e um aumento de demanda provocada pelos baixos preços do etanol desde o inicio da safra.
 
Fonte: UNICA
Receita com exportação de açúcar cresce 70%; etanol cai 47,5%
 
O volume de açúcar exportado em setembro pelo Brasil atingiu o recorde histórico de 2,55 milhões de toneladas, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A receita registrada em setembro também foi recorde, de US$ 900 milhões. O faturamento foi 70% superior ao registrado em igual período de 2008. Em relação a agosto de 2009, alta foi de 25%.

O volume é 36,5% superior ao registrado em setembro de 2008 e 21,4% superior ao verificado em agosto. Do total exportado, 1,89 milhão de toneladas foram de açúcar bruto, alta de 37,8% ante setembro de 2008, e 665,5 mil toneladas de refinado, alta de 33% no período.

Etanol

A receita das exportações de etanol somaram US$ 151 milhões em setembro último, queda de 47,5% em relação a setembro de 2008 (US$ 287,5 milhões). O faturamento foi, contudo, 10,8% superior ante o mês anterior, quando as vendas externas geraram receita de US$ 136,3 milhões.

O volume de etanol exportado pelo Brasil em setembro atingiu 370,8 milhões de litros, alta de 6,64% em relação aos 347,7 milhões de litros registrados em agosto e queda de 37,6% em relação ao mesmo período de 2008, quando ficou em 594,7 milhões de litros.
 
Fonte: Agência Estado