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WWF espera sinal político em reunião da ONU
Fonte: Antonio Gaspar (Terra Online)
O WWF-Brasil espera que da reuniões preparatórias da Conferência do Clima que se iniciam hoje, em Nova York, nos Estados Unidos, sob a presidência do secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban-Kimoon, seja emitido um sinal político que leve os países a imprimir maior dinamismo nas negociações. "A lógica do jogo de espera não serve à humanidade", afirma o coordenador do Programa Mudanças Climáticas e Energia da organização, Carlos Rittl. Confira a seguir a íntegra da entrevista concedida por ele ao Sustentabilidade:
Sustentabilidade - O que se pode esperar da reunião preparatória da Conferência do Clima que começa hoje, em Nova York, nos Estados Unidos, presidida pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban-Kimoon?
Carlos Rittl - Esperamos que reforce o caminho para um acordo entre as nações na Conferência do Clima, em Copenhague, em dezembro. É importante que sejam emitidos sinais políticos para motivar os países a agir. A lógica do jogo de espera não serve à humanidade. O WWF defende a posição de que os países ricos devem reduzir em 40% as suas emissões até 2020. É preciso que se chegue a um consenso sobre o volume e o mecanismo que será usado para a transferência de recursos dos países ricos para os em desenvolvimento no combate às mudanças climáticas. E os países em desenvolvimento devem se esforçar para apresentar suas ações, que possam ser medidas e monitoradas ao longo do tempo.
Sustentabilidade - O que se pode esperar da posição brasileira na conferência?
Rittl - O ministro e principal negociador brasileiro, embaixador Luiz Figueiredo, disse que o Brasil poria números na mesa em Copenhague. O que queremos é que as ações nacionais não estejam limitadas ao fim do desmatamento na Amazônia. É preciso que elas incorporem contribuições de outros setores. Que resultem de um esforço global da sociedade brasileira. Seria importante incorporar o que os setores de energia e de transporte, por exemplo, podem dar em termos de redução de emissões. As indústrias brasileiras já deram sinais positivos do que podem e desejam fazer. Caso o Brasil ofereça números robustos, estará dando um passo positivo e estimulando outras nações a fazerem o mesmo. Esses números podem estar traduzidos na forma de metas nacionais, claro que diferenciadas da lógica das dos países ricos, e até mesmo subordinadas a financiamento externo. O WWF estima que o combate às mudanças climáticas requer a transferência de US$ 160 bilhões por ano dos países desenvolvidos para os em desenvolvimento.
Sustentabilidade - E quanto à coerência do governo na coordenação de suas ações de combate às mudanças climáticas?
Rittl - O problema é que projetos do governo, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ainda não incorporaram as diretrizes do Plano Nacional de Mudanças Climáticas, que prevê redução das emissões brasileiras em 70%, aumento da eficiência em diversos setores, com menor consumo de energia e água, por exemplo, e a busca por modelos de produção mais limpos. Caso esse espírito já tivesse sido incorporado, você teria o governo anunciando a redução do IPI, mas para carros menos poluentes, por exemplo. As empresas sabem que a saída está ligada à opção por maior competitividade e produção mais limpa, com tecnologias mais avançadas. Só assim poderão se manter competitivas no mercado externo. O governo tem um longo caminho a percorrer na busca de coerência entre as ações de seus diversos ministérios. O envolvimento de ministérios como o da Fazenda, dos Transportes, do Planejamento, já ocorre, mais ainda é muito pequeno. Ainda não há esforço de coordenação mais abrangente, que leve os representantes dessas pastas e suas propostas a transpor as áreas delimitadas pelas comissões. O governo pode imprimir uma ação mais coletiva, mas ainda não o fez.
Sustentabilidade - Como foi recebida a proposta encaminhada ao governo pela força tarefa que reúne os governadores da Amazônia de uma espécie de "bolsa" de emissões para reduzir os impactos do aquecimento global sobre o clima?
Rittl - Vejo aspectos positivos no documento entregue ao governo. Até pouco tempo, os governadores daquela região tinham pontos diferentes dos expressos agora sobre as negociações internacionais. Se percebe maior entendimento sobre as negociações. Creio, entretanto, que elementos, como a sinalização de metas ambiciosas para os países do Anexo 1 (ricos), devem ser mantidos. É preciso avaliar com muito cuidado o mecanismo proposto (por ele, um país que se compromete a reduzir as emissões em 40% e só diminui em 30%, teria uma quota, de até 10%, que poderia ser usada para a compra de créditos de carbono em outros países), pois se busca uma redução mundial das emissões, para que a temperatura do planeta não seja superior a 2 graus. Do ponto de vista do WWF, as nações ricas devem cortar em 40% as suas emissões até 2020. Então a maior parte do espaço para as cortes é interno, tem de ser feito dentro dos próprios países. |
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Alunos elogiam Escola Juriti de Sustentabilidade
Pesquisa mostra que 85% dos estudantes consideram bom e muito bom o programa da Escola Juriti de Sustentabilidade, no oeste do Pará, que visa formar profissionais e lideranças capazes de desenvolver iniciativas sustentáveis na região. Os mesmos conceitos foram dados por 96% dos entrevistados para os instrutores de ensino.
O levantamento indica que a iniciativa do Instituto Peabiru e da Alcoa é considerada inovadora pelos alunos. O agricultor Jenivaldo Roberto do Amaral, integrante da Cooperativa Agropecuária dos Pequenos Produtores Rurais de Juruti (Copaje), afirma ter ficado surpreso com a proposta do curso. "O que me surpreendeu foi o fato de se criar uma escola para formar agentes de sustentabilidade, porque é difícil. Sustentabilidade ainda não tem uma fórmula, um conceito pronto", afirma.
O curso conta com qautro eixos: mobilização de recursos para o terceiro setor, mobilização e gestão pública, gestão de recursos para o terceiro setor e trabalho de conclusão de curso. Por meio do programa, os alunos aprendem a entender as políticas de cidadania, elaborar e gerenciar projetos, captar e gerir recursos e ainda entender como funcionam as organizações sociais e governamentais.
O curso tem dez meses de duração, com carga horária total de 300 horas. As aulas são ministradas pelos instrutores do Instituto Peabiru e o certificado expedido pela organização ao término do curso. "Fizemos a seleção e a mobilização, mas nem sempre se consegue tanto sucesso", comemora Rui Martins, coordenador de projetos de responsabilidade empresarial do Instituto Peabiru.
Fonte: Terra Online | |
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Sustentabilidade é a saída, diz negociador do país
Quem não se adaptar à idéia de que o combate às mudanças climáticas passa pela adoção do desenvolvimento sustentado vai perder oportunidades tanto no mercado interno quanto no externo. A afirmação é do negociador-chefe brasileiro para a conferência do clima de Copenhague, na Dinamarca, Luiz Alberto Figueiredo.
O encontro programado para o início de dezembro vai contemplar dois eixos de negociação: a fixação de metas para o segundo período do Protocolo de Quioto e o Plano de Ação de Bali, que trata da implementação plena da convenção do clima. "As negociações colocam desafios que vão impactar nosso modo de viver, trabalhar e produzir", afirma Figueiredo.
"É importante salientar que não estaremos discutindo um sucessor para Quioto, mas um segundo compromisso", afirma o negociador-chefe do Brasil. O País, segundo Figueiredo, trabalha com o consenso de que devemos realizar um esforço global para combater as mudanças climáticas, conforme indicação dos cientistas. "Os acadêmicos dizem que é preciso reduzir as emissões de gases de efeito estufa entre 25% e 40% até 2030 tendo como base o ano de 1990", explica. O embaixador diz ainda que outro entendimento é o de que a resposnabiliade pela redução das emissões é comum, porém diferenciada entre os países.
De acordo com o negociador, a convenção do clima reconhece que as nações em desenvolvimento terão aumento de emissões enquanto que os países desenvolvidos devem cumprir metas absolutas de redução de emissões. "Os desenvolvidos já têm toda a infra-estrutura montada, enquanto que os em desenvolvimento ainda estão construindo essa infra-estrutura, que tem como objetivo levar à redução da pobreza. É preciso levar em conta que o simples ato de levar eletricidade a uma casa aumenta a emissão", diz Figueiredo.
Mas, segundo o embaixador, os países em desenvolvimento devem buscar o desenvolvimento por meio de estratégias que permitam a produção com menor emissão de gases de efeito estufa. Um exemplo seria o Brasil resolver adicionar 20% de biodiesel ao diesel. Com isso o País estaria crescendo como menos emissão de CO2. "As ações de mitigação realizadas pelos países em desenvolvimento deverão ser registradas, verificáveis e submetidas a escrutínio internacional", explica Figueiredo.
"O País irá a Copenhague munido de elevadas ambições. Precisamos de ações imediatas e compatíveis com a crise ambientail atual", diz o negoacidor brasileiro. De acordo com Figueiredo, o Brasil desfruta de uma situação singular. Possui uma matriz energética mais limpa, com 45% a 46% de sua energia sendo obtida de fontes renováveis, ante, por exemplo, os países da OCDE em que o porcentual fica entre 5% e 10%. "Nós estamos crescendo com baixa emissão de CO2", afirmou. "No Brasil a consciência de nossas lideranças empresariais sobre os problemas causados pela mudança climática é até mesmo superior à demonstrada por outros países."
Fonte: DiarioNet (Antonio Gaspar)
Sustentabilidade na Escola
Está sendo lançada pela Faber-Castell, em parceria com o Instituto Akatu, uma cartilha sobre sustentabilidade, a ser trabalhada por alunos do ensino infantil, fundamental e médio. Ela faz parte do Programa Escolar 2009, uma iniciativa da empresa.
A cartilha aborda diversas questões ligadas ao consumo consciente e à minimização dos resíduos, explorando o uso de produtos de qualidade, que apresentam maior rendimento, segurança e menor descarte.
O material conta ainda com o apoio da UNESCO, para a disseminação da educação de qualidade para todos e atesta que o seu conteúdo promove os quatro pilares da educação propostos pela Organização das Nações Unidas como fundamentais para o cidadão do século XXI e que devem ser estimulados da infância (aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser).
Fonte: Agência Envolverde
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